Quando tudo fala mais alto

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No fim da aula, o professor, na esportiva e no lirismo, pediu pra falar com ele:

– Seu último texto estava bom como sempre. Grande, é claro. Será que você conseguiria escrever menos e sem se expor tanto? Fica aí o desafio.

Como a rapidez de um raio no céu, já sabia a resposta. Simplesmente sorriu.

Foi pra casa como um zumbi. Aquilo martelava. Doía. Ganhava proporções épicas. Desorientava.

Sem comer, sem dormir, sem saída tomou uma decisão prática, dramática e antipática: cortou as mãos.

José Eduardo Brum

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