Um criado de café

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O chão do café brilhava aos primeiros raios do sol, quando a porta era aberta e os clientes começavam a migrar. A poeira da noite estava varrida, como às cinco horas estava o sono de um criado de café. Banho e barba antes de vestir a farda e caminhar por algumas ruas até onde passaria o dia. Era simplesmente um criado de café.

Fregueses iam e vinham ao longo da circunvolução solar, como ele transitava por entre mesas, pessoas e comentários. O pano branco sobre o braço que carregava a bandeja e os passos que mal tocavam o chão, ágeis desconhecedores da idade.

Alguns estudantes também iam e vinham, sem vocação. Atendiam e serviam pensando em gorjeta, dia seguinte e futuro, por vezes derramando o presente. Passavam por ali ou até se deixavam ficar, mas nunca estavam realmente.

À noite, estabelecimento limpo, ele voltava em caminhada para casa, inconteste. Deitava-se limpo como a consciência da missão cumprida e permitia-se algumas páginas para celebrar. Era simplesmente um criado de café.

Gustavo Burla

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