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Nos sonhos doces, é sumulado que você ama uns, enquanto é amado por outros. Usará e será usado. Abusará e será abusado. Ninguém fala do quanto você ilude e será iludido. Tem algo pior?

Se todos os sentimentos são derivados do amor, de alguma forma, através de uma cadeia reacionária, como surgiu a ilusão? Seria uma visão distorcida que você emana ou que a pessoa erroneamente enxerga? É um véu construído que cega a percepção? Mais importante: a ilusão é sempre fadada a ruir?

Ela é motivadora, sem sombra de dúvida. Nos impele a arriscar, a correr riscos, a nos machucarmos. Poderia nos levar a satisfação plena. No final, resta apenas a decepção.

Por que deixei? Por que não controlei? Por que foi assim? Como não percebi? Não entendo. Foi loucura. Foi paixão. Não era amor. Mesmo? No fundo, não há a vivência de uma representação construída?

A música sempre diz tudo. Quem sou eu pra discordar? São sonhos doces.

José Eduardo Brum

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  1. Iludir e ser iludido. Quem sabe isso não define tudo?
    Satisfação plena? Humm…
    Quem sabe esse papo de amor não é pura ilusão? Eita sentimentozinho superestimado!
    Abraços…

  2. Um professor disse isso numa aula e eu nunca esqueci. Iludir é muito fácil, desiludir que é difícil.
    Ver sonhos como algo orgânico faz você aceitar melhor este paradoxo.

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