Torre Eiffel

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Cresceu sonhando com a Torre Eiffel. As crianças queriam visitar a Disney e ela conhecer Paris, as colegas tinham astros do rock e galãs de cinema na porta do armário e ela, a Torre. Desculpe: A Torre. E quando todos juraram que ela faria vestibular pra Turismo, caminho mais rápido prA Torre, fez Engenharia. Qual? A que constrói torres.

Não tinha pressa, veria A Torre no momento certo, quando estivesse preparada pra sentir tudo o que aquela obra, feita pra ser desfeita, perenizou na simbologia francesa. Nessa lógica, foi estudar francês e deu-se o prazo em função da fluência na língua.

Anos e pronto, lá estava a engenheira que sabia dos detalhes diante da totalidade. O objetivo estava próximo, olhar não bastava, queria subir ao topo e simplesmente estar lá, em toda sua imponência, em toda sua francidade.

De coração acelerado, pediu seu ingresso na bilheteria, e por mais que insistisse no francês, ouviu todas as frases em inglês, com sotaque parisiense. E lá do alto da torre a brisa primaveril regou o Champ de Mars de lágrimas.

Gustavo Burla

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