Diário das novas orleans

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Nada é mais exato que as surpresas. A terra nova dos parentes reais, recém reconhecida pelo trio, era um misto de França, Espanha e EUA. Estranho de imaginar tal combinação, até que se olharam e se deram conta de que eles eram essa própria conjunção de pontos, portos e posicionamentos geradores de tamanha inventividade. E amizade.

A rosa, charmosa francesa, possuía encanto e brilho no olhar que aceitavam as intransigências ao redor, apesar de possuir um gênio forte. Com direito a muitos espirros abençoados, prosseguiu no descobrimento de uma terra que era apimentada como ela. Por isso, talvez o corpo não tenha tido tempo suficiente pra se acostumar.

Seu marido só não era mais verde que os olhos brilhantes dela. De espírito espanhol desbravador e acolhedor, experimentou tudo o que de ardido havia. Nem tosses, cigarros ou chuva desprenderam-no dos mapas em busca da batida perfeita, ou melhor, do iluminado jazz. Percorreu as ruas mais em busca das experimentações que das fotografias ou efemeridades.

Já o parceiro agregado dormia e acordava por último, pois estava em busca da quantidade. Com a mente cansada, queria conhecer gente, ver o novo, observar, gozar. Mesmo negando ser norte-americano, colocava o prazer próprio e individualista na frente de tudo.

Assim, terminou a primeira experiência internacional em conjunto de três primeiros lugares na arte da criatividade. Afinal, também nada é mais exato que o fim.

José Eduardo Brum

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