Esperança

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Por vezes achava que Esperança era só personagem de Quintana, a louca suicida anualmente reencarnada na meninazinha de olhos verdes. Noutras misturava natureza e música à poesia, e a meninazinha transforma-se num grilo-bailarina saltitante de óculos escuros. E, como todo bom grilo, em alguns dias, se ela pousava-lhe na mente, trazia boa sorte; noutros tantos, se a encontrasse morta – mesmo que fosse costumeiramente a última a morrer –, era presságio de mau-agouro. Mas esses eram dias raros: sempre havia a possibilidade de outros grilos, outras esperas, outras músicas, outras poesias.

Táscia Souza

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  1. “…teus lençóis têm cheiro de doença…”

    ou

    “…A leve esperança,
    A aérea esperança…
    Aérea, pois não!
    – Peso mais pesado
    Não existe não.”

    Outras músicas, outros poemas…mas a vida desesperadamente, por favor.
    Bração procê!

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