Vocação

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Quando criança ela queria ser astronauta. Ou ninja. Eram coisas parecidas, vocês hão de convir.  Ambas as profissões, por exemplo, lidavam com estrelas, embora as usadas pelos lutadores marciais fossem um pouquinho mais acessíveis e cortantes. Fora isso, as pequenas desvantagens – como, por exemplo, ter que usar roupas estranhas e meio demodês – eram compensadas pela natureza apaixonada do trabalho, a certeza de estar lutando, de estar descobrindo, de estar fazendo algo pelo avanço da humanidade, de estar contribuindo para a crença no mundo como um campo de batalhas sim, mas também um lugar de céu.

Quando cresceu virou jornalista. E não é que estava tudo lá, clichê por clichê? As estrelas nos olhos, as roupas estranhas e demodês… E sobretudo a luta por um mundo um tantinho mais perto do céu.

Táscia Souza

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